O VÍCIO

O vicio (the addiction)

Dirigido por: Abel Ferrara

Duração: 80 minutos.

Conheço o Abel Ferrara do filme Driller Killer, também conhecido no Brasil como O Assassino da furadeira, mas todos preferimos o nome original que soa melhor. Mas sei que a linha dos seus filmes, são filmes de horror. Addiction é um filme sobre vampiros, mas não espere ver em The Addiction um Crepúsculo ou um Drácula e confesso que não sou muito fã de filmes de vampiro, mesmo tendo assistido a bastante filmes sobre o tema em uma época da minha vida, principalmente aqueles da produtora inglesa Hammer.

O vicio começa com uma estudante de filosofia, Katlhin, andando por um lugar obscuro, parece nova York dos anos 70, aparentemente procurando por drogas, até que uma mulher a agredi e vão parar num beco obscuro, a mulher morde seu pescoço e a deixa dormindo ali. Katlhin acorda, volta para sua casa e já não é mais a mesma.

            Katlhin vai para a faculdade no outro dia, sua aparência mudou, ela está mais pálida, evita andar no sol e agora se veste toda de preto. À noite quando está andando pelas ruas, começa a ter vontade de beber sangue, não sabe como reagir a isso, o desejo é maior do que toda a sua moral, ela começa a sentir uma enorme abstinência, como se precisasse de uma droga ou algo que lhe fizesse bem, lhe acalmasse a alma.

Logo Katlhin está envolvida com qualquer um na rua para que possa conseguir mais sangue. Chega a envolver-se com um professor com o qual ela seduz e também consegue mais sangue, aos poucos todas as pessoas que fazem parte do seu ciclo de convivência, estão ao seu lado, tentando encontrar uma pessoa para satisfazer os seus mórbidos desejos.

Como qualquer viciado, a momentos de lucidez em que a pessoa repensa o que está fazendo, a loucura de tudo que está acontecendo, num momento Katlhin encontra um homem do qual seria a sua vitima, mas ele é igual a ela, ele sabe como agüentar o vicio e tenta ensiná-la como viver com isso, ele é um teórico, um filosofo, assim como ela e juntos de muita filosofia, ele mostra como os filósofos que estudaram o vicio, podem ajudá-los com o vicio deles, como podem continuar vivendo com ele.

Formada, Katlhin resolve fazer uma pequena festa para comemorar, nesta festa há uma verdade orgia de vampiros, todos se libertando e aproveitando os prazeres que o vicio deles podem proporcionar.

O vicio é um filme sobre vampiros, mas nada parecido com estes filmes atuais adolescentes, como Crepúsculo, O vicio tem uma bela fotografia em preto e branco, acredito o Ferrara tenha acertado belamente na escolha, com ótimas penumbras e partes escuras que mostram a escuridão que cresce dentro de Katlhin. O roteiro é o melhor do filme, por misturar vampiros com filosofia, a todo momento são citados trechos de livros de diversos filósofos, o que engrandece muito a estória e há também a ligação do vicio em drogas com o vicio dos vampiros por sangue, que em todos os filmes é como se eles não pudessem viver mais sem morder um belo pescoço. Com um filme que acrescenta muito em diversos aspectos cinematográficos nos filmes de gênero, o vicio é um dos melhores filmes de vampiro que pude assistir, saindo do marasmo de filmes com o  Drácula, pessoas que vivem nas sombras num castelo no oeste da Europa e lindas mulheres que são seduzidas por um vampiro numa noite escura. Junto com Thirst do Park Chan-Wook é o melhor filme de vampiros que eu assisti, já estava desanimado com os filmes do estilo e estes dois, certamente deram vida nova ao estilo.

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