BARFLY

Barfly – condenados pelo vicio (Barfly).

Dirigido por: Barbet Schroeder.

Duração: 100 minutos.

Um filme escrito por Charles Bukowski jamais deveria ter levado tanto tempo para que eu assistisse. Mas acontece, existem muitos filmes que não saem no Brasil e temos que ficar baixando na internet e também a diversos outros filmes que acabamos colocando como prioridade e alguns vão ficando para trás, alem deste já tinha assistido Born Into This, um documentário com o “velho safado” e no ano passado na mostra de SP não consegui assistir a sessão do filme Factótum do diretor Norueguês Bent Hamer.

Barfly é escrito por Bukowski e o personagem principal é o seu alter-ego Henry Chinaski, interpretado por Mickey Rourke, Henry vive arrumando brigas com um garçom em um bar, na maioria das vezes ele sai perdendo, briga por não gostar do jeitão conquistador e pré-potente do garçom. Henry é um escritor vagabundo que mora em uma pensão tão vagabunda quanto ele e vive de bebedeiras e pequenos trabalhos para poder pagar o aluguel e poder beber.

Em um dia qualquer quando Henry resolve mudar de bar, encontra um mulher solitária bebendo, resolve conversar com ela, porque ninguém quer, porque ela é louca, o que atrai ainda mais Henry. A mulher chama-se Wanda, Henry lhe paga uma bebida, depois que bebem, ele diz que não pode pagar mais por não ter mais dinheiro, então ela o convida para sair, eles vão até uma loja de conveniência e comprar bebidas, depois vão até a casa dela.

 

Henry descobre que Wanda é sustentada por um homem, um velho que lhe paga tudo, ele não fica contente com isso, arruma um emprego e manda o velho não incomodar mais Wanda, os doiscomeçam a viver juntos. Paralelamente Henry vem sendo vigiado por alguém, um detetive e uma mulher que gostariam de saber se ele é realmente o Henry Chinaski, mas, sempre que é questionado sobre o seu nome, ele diz ser outra pessoa.

A mulher se apresenta a Henry como uma editora de uma revista que quer publicar um conto seu, eles saem, ela lhe dá um cheque, e ela fica prometendo coisas de uma vida de rico, Henry não se sente muito a vontade neste ambiente, ele é despregado das coisas, gosta das ruas, gosta do cheiro de bêbados, de brigas e de viver embriagado.

A vida de Henry e Wanda é uma verdadeira loucura, os dois vivem em constantes brigas, bebedeiras, traições, ciúmes e amores, uma relação como qualquer outra, só que com uma intensidade bem maior.

Henry mesmo com boas propostas de empregos prefere viver na “sarjeta” entre os rejeitados, entre aqueles que não desejam casas enormes, carros, casamentos, ele quer viver uma vida simples, aproveitar o que as ruas podem lhe dar.

Sou muito suspeito para comentar sobre qualquer coisa do Bukowski, inclusive ele aparece rapidamente como freguês de um bar onde Henry aparece, já li quase todos os livros dele traduzidos para o português e não tem um que eu não tenha gostado, sua escrita leve, suja e sem muitas frescuras são bem traduzidas neste filme. Rourke atua muito bem, parece muito com o verdadeiro Bukowski no filme, gosto muito do roteiro, do modo como a estória é contada, é um filme muito bom, que deixa todo fã do Bukowski contente de poder assistir um filme como esse e cinematorgraficamente também é muito bem feito, com planos interessantes, uma fotografia boa e atuações incríveis. Viva o velho safado!

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