CONTRAPONTO

Contraponto (Tideland).

Dirigido por: Terry Gilliam.

Duração: 120 minutos.


Uma menina, os pais drogados morrem, vive numa cidade da Dinamarca, vivendo seus sonhos. Imaginação de crianças, outra família. Alice nos pais das maravilhas. Loucura.

Contraponto assisti em DVD e confesso que comprei mais por ter Jeff Bridges, uma sinopse interessante e uma linda arte de capa. Não conhecia o diretor Terry Gilliam de nome, ele que fez diversos filmes bons, como os 12 macacos e foi um dos fundadores do maravilhoso Monty Python. Contraponto não tem nada de engraçado, pelo contrario, é uma estória pesada que liga as alucinações causadas pelas drogas com a imaginação de uma solitária criança.

Jeliza-Rose é uma criança sonhadora e cheia de imaginação que tem dois pais que vivem drogados, ela brinca com cabeças de bonecas, por não ter as bonecas inteiras. Jaliza tem que conviver num mundo Junkie, ela que prepara a heroína para o seu pai e sua mãe, totalmente neurótica, vive um amalgama de sentimentos pela filha. Jeliza lê o livro “Alice no pais das maravilhas” que é um paralelo das imaginações de Jeliza.

Depois da morte da mãe por overdose, Jeliza-Rose e seu pai, saem numa jornada para uma casa abandonada num local bucólico na Dinamarca, com um matagal amarelo-alaranjado e quase nenhum vizinho. A casa que está abandonada não tem nada mais do que móveis e paredes. Jeliza prepara uma dose de heroína para o Pai, que diz que irá dormir por um bom tempo.

Enquanto seu pai dorme, Jeliza começa a explorar a casa, ela ouve o barulho de um pequeno esquilo e o começa a seguir, até que encontra um sótão, onde tem diversos objetos e roupas, que eram de sua falecida avó que vivia na casa. Entediada e com fome, ela resolve explorar agora os arredores da casa, tem muito mato e ela encontra um velho ônibus, próximo de uma linha de trem e com sua imaginação se diverte.

Um dia ouvindo o seu rádio e brincando com suas bonecas, Jeliza conhece um fantasma, ao menos ela acreditava ser um fantasma, é uma mulher que vive com um roupas cobrindo todo o corpo e também uma tela anti-abelhas no rosto, porque tem uma alergia mortal. Jeliza acredita que a mulher é sua amiga, mesmo a mulher não lhe tratando bem.

Explorando ainda mais a região e com o seu pai morto na poltrona na casa, Jeliza continua descobrindo mais coisas, inclusive o irmão da mulher fantasma, que é um homem, Dickens, que age como se fosse uma criança, os dois acabam se tornando amigos e se dizem namorados e casados. É um relacionamento inocente. Os dois brincam em uma cabana feita com entulhos e objetos velhos, que chamam de submarino e eles querem destruir o tubarão, que é o trem.

Contraponto é um filme incrível, não acredito que demorei tanto tempo para assistir. Gosto da ligação das drogas com a imaginação de uma criança. É um filme com tom de fantasia e surrealismo, mas que tem um toque de realidade que torna o filme bem tenso e com diálogos e situações que chocam os mais sensíveis e sonhadores. A fotografia do filme é algo incrível, as cores, geralmente tons pasteis, criam um ambiente melancólico, salvo muitas vezes pelos sorrisos de Jeliza-Rose quando está se divertindo, que são tranqüilizadores, apesar das tragédias e tristezas que permeiam a sua estória. A direção do filme é simplesmente perfeita. Certamente um filme tesudo de assistir.

 

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