SUBMARINO

Submarino (Idem)

Dirigido por: Thomas Vinterberg.

Duração: 105 minutos.


Este já vi na repescagem da mostra, fui por causa do diretor, o mesmo do primeiro filme do Dogma 95, festa de família. Gosto bastante de outros filmes que vi do diretor, inclusive, já resenhei dois aqui no blog, o próprio Festa de família e o Querida Wendy.

Submarino é sobre dois irmãos, começa com cenas, dos irmãos com um outro irmão, recém-nascido, eles sempre ficam cuidando do irmão, enquanto a mãe sai para beber e farrear. Eles são crianças e vendo a mãe, também querem beber e fumar, se divertem ouvindo musica e por momentos acabam esquecendo do bebê, o que a mãe já abandonou. Até que o bebê morre de fome.

Alguns anos  se passam e vemos o irmão mais velho novamente, ele acabou de sair da cadeia e vive, uma vida violenta, com muitas bebidas e totalmente triste. Mora num quarto de pensão e tem um relacionamento totalmente violento com uma mulher que mora também na pensão. Sua vida não passa de beber, brigar e transar violentamente com a mulher da pensão.

O irmão mais novo tem um filho e depois de perder a esposa, vive atrás de conseguir dinheiro para poder sustentar o filho e de largar as drogas. Ele então, depois de pegar a herança da mãe, resolve investir o dinheiro em drogas e revenda-las, agora ele vive apenas do tráfico e consegue dar uma vida melhor para o filho, que tem o que comer e vestir agora.

Os dois irmãos se cruzam em alguns momentos, sempre em momentos ruins para os dois. Eles não conseguem se acertar mais na vida. Mostrando que o que acontece na infância pode e influência o resto da vida.

O titulo do filme, Submarino, deve ser alguma brincadeira de criança, mostrando eles debaixo do lençol com uma lanterna, falando sobre coisas infantis. O tom azul de todo o filme, também reforça o titulo do filme, por que o submarino viajar no fundo do mar, e nos mares do norte da Europa são mais azuis do que verdes, como o que vemos no Brasil.

Submarino foi filmado em 16mm, mostrando que se pode fazer um filme bom, utilizando poucos recursos. Um filme com uma estória em que a infância pode influenciar na vida dos adultos. Se não se consegue esquecer o passado, pode-se ter um futuro muito complicado, não conseguindo superar o que há de ruim na vida, vivendo através de lembranças, o que não traz uma evolução para o ser humano.

Este filme do Vinterberg que mantém o tom psicológico em seus filmes muito pesado, mostra um lado do ser humano, que em muitos locais, fazem serial killers e pessoas que nunca conseguem se encaixar num modo de viver socialmente, porque não conseguem acreditar no ser humano, porque a única pessoa que acharam que podiam confiar, foi a única pessoa que os agrediram profundamente. O filme tem uma violência psicológica bem pesada, muito agressiva. O que não se vê muito em filmes. Mas que o Vinterberg mostra de forma sórdica e psicologicamente agressiva, uma realidade que muitos escondem e tentam não lembrar nunca mais.

Vale a pena assistir o filme por diversos aspectos, apesar do Lars Von Trier ter feito a fama que fez, depois do Dogma 95, Vinterberg se mantém vivo e totalmente realista com suas idéias e mostrando um lado triste e horrível do ser humano, mas que existe em mais lugares do que acreditamos que exista. Veja!

 

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