SÓ ENTRE NÓS

Só entre nós (Neka Ostane Medju Nama).

Direção: Rajko Grlic.

Duração: 87 minutos.


Este filme é de três países do leste da europa, Croácia, Sérvia e Eslovênia, é um filme sobre traições, amor e da constante busca por felicidade. Temos diversos personagens que vão mudando durante o filme inteiro, suas opiniões, desejos, tentando se adequar ao melhor para conseguirem o que querem.

Um homem rico descobre que tem um cancer, e que suas chances de sobreviver são bem pequenas, então ele volta-se para a sua esposa, abandonada e grávida, ele vive de pequenos relacionamentos extra-conjugais e de um casamento, onde apenas a esposa tem amor. A esposa dele se sente muito mal quando realmente descobre que o marido a trai, mesmo já desconfiando.

O irmão deste homem é o típico professor universitário falido, que vive as custas de ajuda dos parentes e que tem uma ex-esposa e uma filha que o odeia. Ele também esbanja em bebidas, comida e relacionamentos promíscuos. A ex-esposa do professor, tem um relacionamento com um jovem, ela trabalha em um banco, e sustenta o rapaz, até que se vê numa enrasca, devendo dinheiro para o banco e tendo que pagar para não ser presa.

Ainda tem uma jovem que é amante do homem rico, que vive com ele em viagens, eles tem um filho, e ela trabalha em uma farmácia. Junto de um colega de trabalho que é apaixonado por ela. Vive tentando encontrar um modo de conquistá-la, mesmo que tenha que destruir o novo relacionamento dela.

Há momentos que a estória parece um pouco as das novelas brasileiras, só que com um toque de sexualidade maior. Os personagens giram entre relacionamentos promíscuos, bebedeiras, pedidos de desculpas para as esposas e tentativas de conseguir se divertir a todo custo. Os personagens vivem atrás da felicidade. Uma coisa que acho interessante, que apesar dos homens terem diversos relacionamentos, com lindas e jovens mulheres, eles precisam de uma mulher para voltarem, algo como sempre depois de viagens temos que voltar para as nossas camas.

Só entre nós lembra os filmes mais fracos do Woody Allen por causa dos personagens diferentes entre si e das reviravoltas que o roteiro dá. Surpreendendo a cada momento e cheio de piadas, que não seriam piadas de bom gusto se acontecesse comigo. Mas a ficção é capaz de fazer rir nos momentos tristes e estranhos. A busca do amor e da felicidade é diferente para cada pessoa, o perdão também é um questionamento do filme, errar é humano, concertar os erros também. Cinematograficamente não há nada de diferente no filme, é uma estória de amor, com uma visao diferente em alguns aspectos, mas nada que ainda não tenha sido contado de outra maneira. Só que bem melhor do que filmes de comedia-romântica que passa na sessão da tarde.

 

 

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