CORAÇÃO ACELERADO

Coração acelerado (Shimjangii Thyney).

Dirigido por: Eunhee Huh.

Duração: 109 minutos.

Este foi um filme que escolhi ver porque a sinopse falava de uma mulher que se rendia aos prazeres do mundo dos filmes pornográficos, são poucos os filmes que falam sobre pornografia, ainda mais sobre uma mulher na pornografia. E é um filme japonês, terra de onde vem os mais estranhos filmes pornográficos.

Uma professora de inglês que vive muito solitária resolve se tornar uma atriz pornô, ela faz de tudo para que uma velha amiga que tem uma produtora de vídeos pornôs a inclua como uma atriz. A amiga não quer incluí-la num primeiro momento, tanto pela idade da professora de tem quase quarenta, tanto pelo tipo físico, a amiga diz que ela tem peitos pequenos.

O tempo vai passando e a professora começa a estudar sobre pornografia a fazer exercícios e a se preparar para a sua estréia na pornografia. Ele quer muito transar, talvez seja este o motivo pelo qual ela queira fazer filmes pornográficas. Fazendo posições estranhas e usando comida na vagina para ter melhor desempenho no vídeo.

Na estréia da professora, não é muito fácil, ela fica envergonhada, não sabe como agir na cena e o parceiro dela, é um jovem que não fala, não por ser mudo, mas para que não reconheçam a sua voz nos filmes. Depois de conversar com o ator e o diretor a atriz acaba cedendo um pouco e eles conseguem gravar a cena, uma novidade na cena é que ela era virgem e sangra um pouco na hora que eles transam. O que causa uma certa estranheza, uma mulher naquela idade que ainda não havia transado.

A professora começa a gostar muito de transar sempre com o mesmo ator, ela acaba sentindo algo mais do que tesão pelo ator, que também demonstra um certo carinho pela professora, é interessante perceber que os atores não mostram o rosto, usam máscaras e na edição são distorcidos os órgãos sexuais, porque os japoneses os acham muito feios, o importante para eles é o movimento dos corpos e os barulhos e sons que fazem os atores no sexo.

O ator quer ser um professor, assim como a professora queria ser atriz pornô, isto acaba ligando o ator ainda mais na professora, que acaba sendo descoberta pelos alunos, mas não deixa de fazer os filmes.

Na estória do filme gosto de perceber o quão diferente é a pornografia no Japão, eles parecem pessoas tão recalcadas e que não falam de sexo facilmente, mas quando filmam, mesmo cobrindo os órgãos sexuais, são os que mais inventam e usam do fetichismo nos filmes. Tem uma estória interessante de uma mulher que para transar pela primeira vez resolve fazer o que a maioria das mulheres não teriam coragem ou muito menos gostariam de fazer. É um filme que mostra um pouco dos bastidores da indústria pornográfica e como ela pode ser rentável, porque são pequenas equipes e poucos profissionais com retorno muito grande.

O filme é muito bom para quem se interessa por pornografia ou que tenha curiosidade em saber como estes filmes são feitos. E também lida com o desejo, o prazer, as vontades e as repressões do ser humano para se adequar as morais e aos bons costumes da sociedade, porque uma atriz pornô não pode ser uma professora de mestrado ou vice-versa. Este questionamento é bem interessante e faz com que pensamos um pouco mais em nossos conceitos entre moralidade e vontade.

 

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