WATER EASY REACH

Water Easy Reach (En dag til i solen).

Dirigido por: Bent Hamer.

Duração: 95 minutos.

Este é o primeiro filme que vejo do Bent Hammer um cineasta norueguês que tem bastante filmes lançados, tenho muita vontade de ver a adaptação do livro Factótum do Bukowski.

Water easy reach que ainda não ganhou um titulo em português, é um filme típico da região nórdica do mundo. Estórias curiosas, com personagens estranhos com manias e jeitos bizarros.

Um marinheiro norueguês, ancorado na Espanha, apos um mergulho tem um seu relógio quebrado, o relógio tem um valor afetivo, porque era um relógio do seu avô. O marinheiro leva o relógio até um relojoeiro na Espanha que pede alguns dias para que o relógio fique pronto. Ele só tem um dia para esperar e não sabe falar espanhol e nada da cidade.

O marinheiro passa a noite em um hostel e vai em um bar onde o garçom entende o que ele quer, mas passa a maior parte do tempo jogando em uma máquina de caça-níqueis. Não há ninguém em seu bar, apenas o estrangeiro. O dono do bar, é um personagem muito bom, um cadeirante, que não é de muito papo, mas sempre serve os clientes, ao seu tempo, mas sempre serve.

Um personagem interessante é outro marinheiro que também está preso na ilha, diz ele que já está a quatro anos na ilha, porque seu capitão foi preso e o barco não pode ir mais embora, ele é da Austrália, e vive de pequenos golpes e roubos para sobreviver na ilha. Ele e o marinheiro norueguês, começam a andar juntos, roubando pequenas coisas e procurando se divertir naquela ilha isolada.

Há diversos personagens interessantes, um dos melhores é um velho que cuida de um antigo farol, ele contrata uma mulher para mamar em seus peitos, ele diz que isso o ajuda a se manter jovem. Ele adora o marinheiro norueguês, porque diz que os melhores marinheiros são os noruegueses, ele tem um carro que empresta para os marinheiros fazerem alguns golpes e darem umas voltas.

A neta do velho do farol, acaba atropelando o marinheiro norueguês um dia, e eles acabam não se vendo mais. Um dia quando estão no farol aparece a menina e ela e o marinheiro acabam indo passear e eles tem um romance.

O relógio do marinheiro não fica pronto no tempo que ele deseja, toda vez que ele vai ao relojoeiro ele dá uma desculpa, o relojoeiro não fala inglês, apenas espanhol, seu filho que traduz o que o relojoeiro fala, o engraçado é que ele nunca diz para o marinheiro o que seu pai realmente disse, ele apenas, resume tudo e fala o marinheiro passar outra hora que o relógio ainda não está pronto.

O marinheiro acaba se adaptando ao local, tem um romance com a neta do velho do farol, sai com seu amigo marinheiro da Austrália, aparece no bar do cadeirante, conversa com o velho do farol e começa a se sentir em casa. Mesmo assim ele sente uma vontade grande de voltar para casa, para o seu pais.

Gosto destas estórias que parecem bizarras, mas que tem tudo para acontecer no mundo real, dos personagens que parecem pessoas com estranhos gostos, mas que na verdade não passam de pessoas normais que não escondem sua manias que fogem do bem comum. A estética é muito boa e deixa você empolgado até o final, com uma fotografia um pouco fosca e belas imagens do litoral da Espanha o filme tem um ar triste, quase melancólico. Gostei bastante do filme por diversos motivos, é um filme que poderia passar na sessão da tarde se não fugisse um pouco dos costumeis morais de Hollywood, um filme tranquilo e gostoso de assistir com momentos de risada e de uma confortável estranheza.

 

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