MINHA LUTA

Minha Luta (Mein Kampf).

Dirigido por: Urs Odermatt.

Duração; 109 minutos.

O primeiro filme que vi na mostra deste ano. Fui, mais pelo titulo do filme, sabia que era um livro de Hitler, mas nunca pesquisei muito sobre o assunto. Não sabia o que esperar do filme, esperava ver um grande filme, porque a maioria que vejo na mostra são sempre filmes empolgantes.

O filme não é baseado no livro, ele é, o início das idéias de Hitler que depois iriam se transformar nos textos do Mein Kampf, mostrando todo o seu ódio contra os judeus e como ele de certa forma criou este ódio.

Hitler é um jovem pobre que sonha em ser artista, ele desenha e quer entrar para a escola de artes, ele se hospeda em uma pensão e procura uma forma de poder mostrar seus trabalhos para o diretor do colégio, para que seja aceito. Só que não é tão fácil entrar para a escola como ele parece desejar ou sonhar.

Na pensão Hitler conhece um judeu que sempre o ajuda, mesmo Hitler sendo bem genioso e orgulhoso, aceita a ajuda do judeu e parece que acaba se aproveitando do boa vontade do judeu, que o ajuda por acreditar que se deva fazer o bem aos mais necessitados. Não há uma defesa de que os judeus são santos, porque seus colegas judeus não gostam de Hitler, por sua postura arrogante e agressiva com o próprio judeu que o ajuda e com seus colegas.

Aos poucos Hitler se mistura com grupos armados, que querem “limpar” a Europa.  Juntos, os jovens começam a discursar contra os judeus, arrumam confusões nos bares e vivem bebendo. Conforme Hitler vai se enturmando com os novos amigos, mais ele via discursando e tomando a liderança do grupo.

Tem alguns momentos interessantes, em que uma pessoa descobre que ele não é alemão e que ele fez circuncisão, porque ele deixa a calça molhada com  um pouco de urina, porque um cirurgião de tal cidade da Áustria, sempre deixava uma falha em suas cirurgias, tem detalhes que mostram o quão ele queria ser grande e ter poder, e como ele era bravo e insubmisso, com pouca coisa ele já se irritava.

Depois que ele é rejeitado na escola de artes e ainda o diretor dizendo que ele não tem nenhuma capacidade de ser artista. Alguém diz que ele deveria ser político, e ele resolve se engajar ainda mais contra os judeus e “lutar por uma Alemanha melhor”.

Falar sobre Hitler e a segunda guerra mundial está batido, os americanos parecem nunca cansar de fazer filmes sobre o assunto, os europeus, preferem os aspectos psicológicos causados em sua sociedade no pós-guerra e este filme alemão, novamente bate numa tecla, contando o porque do Hitler ter virado o que virou. Em alguns momentos parece que criam um motivo para ele ter feito o que fez, mesmo em momentos que ridicularizam o jovem Hitler, pré-potente e desengonçado ao mesmo tempo.

Cinematograficamente,  o filme não acrescenta nada. Não tem nada de novo, é um filme de história, de roteiro,  mais indicado para aqueles que gostam da história do Hitler. Para saber como ele foi desenvolvendo este ódio e junto com jovens xenófobos. O que me lembra que atualmente um grupo de jovens quer “limpar São Paulo”, dos estrangeiros e dos nordestinos. O que é ridículo por si só. Ainda vivemos em tempos em que minorias repetem os mesmos erros do passado. E com o discurso certo, pode-se conquistar multidões e criar guerras, por motivos pífios. É um filme curto que pode servir para você ou não, depende do momento que você vive e do seu interesse por personalidades da história mundial.

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