A PROFESSORA DE PIANO

Professora de piano (The Pianist).

Dirigido por: Michael Haneke.

Duração: 120 minutos

Mais uma vez indico a vocês um filme do Haneke, no momento é um dos meus cineastas favoritos, estou vendo o máximo de filmes dele que consigo, já que a maioria não tem edições nacionais, tenho que recorrer aos benefícios que a internet proporciona para os cinéfilos. Já haviam me dito que o filme tem uma estória densa e violenta, que é um filme pesado psicologicamente, pelo que já vi do Haneke, esperava um filme no mínimo polêmico.

A professora de piano, como o próprio titulo sugere é a estória de uma professora de piano, Érika vive com sua mãe e dá aulas em um conservatório. Érika é uma professora rude e fria, exigindo que seus alunos toquem o melhor possível, sem que eles possam ter um momento de descanso e lazer.

Sempre que Érika sai da rotina sua mãe quer saber onde ela estava, com quem, como gastou o dinheiro. Assim seu mundo se resume apenas em dar aulas e voltar para casa. Mesmo tendo um quarto, Érika dorme ao lado da mãe. Sua mãe que fica em casa vendo televisão e tem tempo de sobra para cuidar da vida da filha.

A vida de Érika começa a mudar quando em uma audição que ela participa na casa de uma família importante, um jovem rapaz pretensioso e com certo talento no piano se interessa por ela. Érika parece não ter interesse nenhum no rapaz, mesmo assim ele sempre fica em cima dela, tentando conquistá-la. O rapaz chega a entrar no conservatório com o intuito de se aproximar dela.

Érika é uma mulher solitária que tem estranhas atitudes, ou pelo menos, não condizem com uma pessoa que ela demonstra ser. Ela tem segredos e desejos, um tanto quanto diferentes em relação a sexo.

O rapaz consegue ficar com Érika, num primeiro momento ela demonstra estar no controle da situação como se fosse uma dominatrix. O rapaz fica doido, está louco para ter Érika em seus braços. Érika faz uma lista das coisas que ela quer que ele faça quando eles transarem, o rapaz acha um absurdo o que ela lhe pede e vai embora da casa de Érika.

Os dois voltam a se encontrar num treinamento de hóquei do rapaz, Érika vai atrás dele, ela está totalmente desesperada por ele, ou por sexo, não fica claro se ela gosta dele, ou se ele é apenas um objeto para ele. Érika começa a fica cada vez mais ansiosa e tensa, começa a tomar atitudes que fogem de sua sanidade.

O final não foge dos outros filmes do Haneke que estiveram aqui no blog. De repente o filme termina e não sabemos o que acontece com a personagem. Gosto deste filme pelas cenas violentas que há nele, e como o Haneke acaba tratando o assunto do sexo, ele não condena as atitudes de Érika, mas também não a defendem, só que mostra a inconstância que é o ser humano, que ele é suscetível a diversos sentimentos em um curto espaço de tempo e que o desespero, pode fazer com que tenhamos atitudes que sabemos que não é a ideal naquele momento, mas por motivos, talvez, irracionais, tomamos o caminho que não dará os melhores resultados. A violência do Haneke lembra bastante do Hitchcock, que não mostra explicitamente as coisas acontecendo, ele dá signos que nos dá a entender a violência, só que o Haneke também usa do explicito quando necessário, só que não é algo banalizado, como os programas que falam de violência na televisao. Tem um aspecto psicológico muito forte em seus roteiros. Haneke talvez seja a mistura de Woody Allen com Hitchcock com uma leitura contemporânea. Outro ótimo filme do Haneke.

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