QUASE ELVIS

Quase Elvis (Karaokekungen).
Dirigido por: Petra Revenue.
Duração: 90 minutos.

Quase Elvis é um filme sueco. Os filmes do norte da Europa na maioria das vezes abordam temas interessantes, falam de problemas existenciais. É claro que em países tão desenvolvidos economicamente, não teriam como falar de pobreza, favelas, fome.
O filme começa de uma maneira interessante, lembrando o início de “Cães de aluguel” do Tarantino, há alguns homens andando pela rua, chegam em um bar de stripers e ficam conversando sobre assuntos que não envolvem mulheres, na maior parte do tempo. Aqui a estória começa a focar num único personagem, Pirko, que em sueco, parece ser nome de mulher, derepente bêbado, Pirko deixa de falar e começa à dançar com a striper, uma velha chamada, Marilyn, com uma estranha peruca, tentando remeter à Marilyn Monroe. Enquanto Pirko está dançando sua namorada o surpreende com suas malas, o expulsando do apartamento.
Desolado e solitário Pirko decide que precisa se reencontrar e vai atrás de suas raízes, viaja ao interior ao encontro de sua avó. Sua avó sequer o reconhece e é tão solitária quanto ele, os dois acabam se entendendo e tomam diversas garrafas e vodka, como Pirko diz, os nórdicos tem como droga a bebida. Depois de uma noite de sono, Pirko levanta encontra sua avó ainda no sofá, ela está morta. Pirko não sabe muito como agir. Ele lembra um pouco o personagem Lebowski, do filme “O grande lebowsky” dos Irmãos Coen, que não liga muito para o que está acontecendo, gostaria apenas de ficar tranquilo, em paz com suas coisas, mesmo Pirko tendo algumas deficiências afetivas causadas pela solidão. No Brasil poderia ser comparado ao estéreotipo que temos dos bahianos, tudo muito tranquilo, na paz. Agora Pirko não sabe como encontrar suas raízes. Vela sua avó somente com um padre, depois crema ela, sobram alguns objetos e ossos, Pirko fica com uma bola de metal, que não é realmente uma bola, já que, falta um pedaço.
Triste, Pirko vai até um bar e se embriaga, canta um pouco de Elvis e deixa os poucos freqüentadores do bar extasiados com a potencia de sua voz com a de Elvis Presley, a sorte de Pirko é que o local é um bar de Karaokê em algumas noites. Ao acordar no outro dia, seu cabelo e costeletas estão iguais à do rei. Pirko começa a fazer sucesso, chega até a ganhar o apelido de rei do karaokê depois de algumas etapas, ele a uma final de karaokê, todos esperam a reencarnação de Elvis, alguns até começam a acreditar que ele é Elvis, já que há a lenda de que Elvis não morreu, apesar de Pirko não ter idade para ser Elvis. Isto incomoda bastante Pirko que gostaria de ser conhecido como ele mesmo, de ter feito amigos por ser quem ele é, assim o filme vai caminhando para um belo final.
O filme tem situações surreais que em momentos acrescentam à narrativa, em outros achei desnecessários, talvez por não compreender alguma metáfora. Há vários personagens excêntricos, que se tornam bizarros, confesso que os adoro. Estes personagens vivendo situações estranhas e até engraçadas pela sua peculiar beleza absurda. Acredito que a diretora, que por causa do, já quase inaceitável, trânsito de São Paulo, não pode apresentar a sessão, acertou em tudo no filme, Quase Elvis é daqueles filmes que você sai do cinema sabendo que gostou, só não consegue explicar porque, de tão envolvido que se fica com o enredo, são tanto os motivos que fazem deste, um ótimo filme.
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