PERSÉPOLIS

Persépolis (Idem)
Dirigido por: Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud
Duração: 95 minutos.

Confesso que não sou muito fã de animações, mesmo com a chegada de animações mais voltadas para os adultos, desde o lançamento de Shrek. E também de alguns realizadores que faziam filmes mais alternativos sem terem estórias “disneylizadas”.
Persépolis me chamou a atenção primeiramente porque eu já tinha lido a graphic novel, escrita por Marjani Satrapi, uma iraniana que conta sua própria estória, desde quando era jovem até se tornar uma mulher, sempre com a guerra no oriente médio como pano de fundo, às vezes até como pano de frente, influenciando diretamente em sua vida.
A estória começa quando Marjani ainda é uma menina, ela quer se tornar uma profetisa, ela vive conversando com Deus, só que um momento seus pais lhe contam a verdade e ela começa a ser contra o que suas professoras lhe falam. Marjani vive entre revolucionários que fazem reuniões e festas na casa dos teus pais. Assim ela vive entre prisioneiros de guerra. É quando ela conhece um tio que passou muitos anos na cadeia, mesmo com a queda de um imperador, a burocracia elege um fundamentalista à presidência que exigem que as mulheres usem véus e prende todos os revolucionários, inclusive seu tio que acaba morto. Neste momento Marjani rompe com Deus que não fez nada para salvar seu tio.
Uma das figuras mais importantes na vida de Marjani é sua avó que sempre lhe dá conselhos e ela viveu diversos momentos políticos do Irã, o que lhe dá um conhecimento gigantesco sobre política e também sobre os diversos relacionamentos que há na vida.
Depois que Marjani começa a entender melhor a política, ela começa a querer conhecer o mundo, começa a usar uma jaqueta escrita “punks not dead” e escutar Iron Maiden. Defende seus ideais no colégio, o que lhe causa problemas, inclusive junto as seus pais, que com medo que ela tenha um futuro comprometido, resolve manda-la para Paris. Ela viaja, fica em algumas casas morando de favor, até que consegue se estabelecer na casa de uma velha professora de filosofia. Em Paris Marjani conhece um grupo de punks e jovens estudantes idealistas que no primeiro momento acham que Marjani é uma revolucionária porque ela viu uma revolução e uma guerra. Eles discutem principalmente anarquismo, se divertem em festas.
Marjani começa a crescer, perceber as mudanças em seu corpo e seus sentimentos quanto ao sexo oposto, começa a se relacionar, em sua primeira paixão, ela descobre que o rapaz é um homossexual, o segundo é muito bom até que ela descobre que ele a está traindo, isso traz uma grande depressão para Marjani ela fica cerca de dois meses morando na rua, vivendo de restos de comida e cigarros, até que resolve voltar para o Irã.
Seus pais e sua avó estavam cheios de saudades de Marjani, ela volta e percebe que todas as pessoas no seu País são idiotas que não quer se relacionar com eles, fica isolada, a depressão aumenta, inclusive tenta suicídio tomando diversos remédios e durante alucinações ela volta a conversar com Deus e aparece também Karl Marx ou Bakunin (não consegui definir muito bem) que incentiva ela a voltar a viver. Ela vai para a faculdade de artes e tenta aos poucos conviver com a falta de liberdade principalmente das mulheres que tem que usar a burka e novamente se apaixona por um rapaz, mas tem que viver em reclusão para encontrá-lo, pois muita coisa é proibida no Irã.
Esta é uma animação que tem um ritmo muito bom, mesmo sendo em 2-D numa época aonde o 3-D, inclusive nas projeções, vem tomando o mercado cinematográfico. Aqui se encontra uma qualidade cinematográfica acima da média, inclusive com várias citações de diversos movimentos cinematográficos e filmes, além de ter uma bela e emocionante estória, temos uma qualidade cinematográfica muito boa, um filme apaixonante, para qualquer fã de cinema, imperdível, se você ainda não pode assistir corra atrás que é um filme que ficará para sempre em sua memória.
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