O PAGADOR DE PROMESSAS

O PAGADOR DE PROMESSAS (nacional).
Dirigido por: Anselmo Duarte.
Duração: 95 minutos.

O pagador de promessas é o único filme brasileiro a ganhar o festival de Cannes, o mais importante festival de cinema do cinema mundial.
Zé do burro faz uma promessa para que seu burro não morra depois que ele é atingido por um raio. O burro vive, então ele sai de sua fazenda junto com sua esposa para levar uma cruz até a igreja de Santa Bárbara em Salvador.
Depois de muito andar com uma cruz nas costas, Zé chega até a igreja, ele chega à noite e a igreja já está fechada, então ele resolve esperar ali até que amanheça e a igreja abra, Zé e Rosa acabam adormecendo nas escadarias da igreja.
No outro dia Zé é acordado pelo padre, que lhe pergunta o que ele está fazendo ali, ele conta sua estória e como a promessa de Zé foi feita num terreiro de candomblé ele não poderá cumprir a sua promessa na igreja, porque o candomblé é uma religião pagã e o padre não pode aceitar isso na sua igreja.

Decepcionado, Zé ainda insiste em entrar, ele só quer deixar a cruz junto do altar e ir embora para a sua pequena propriedade. Zé resolve então ficar ali até que o padre ceda e ele possa cumprir a sua promessa.
Zé aproveita para comer algo no bar em frente e tomar uma cerveja, o povo da cidade acaba conhecendo a sua estória e até a imprensa fica sabendo. Logo todos estão sensibilizados por sua estória e tentam ajudar Zé.
Com tanta gente ajudando Zé, capoeristas, bahianas tradicionais e aproveitadores, Rosa acaba brigando com Zé e ela é seduzida por um cafetão com o qual ela acaba traindo Zé. Mas Zé está concentrado apenas em cumprir a sua promessa.
Tentando aproveitar que está tendo uma procissão no dia de Santa Bárbara, Zé tenta entrar na igreja, mas é impedido novamente.
O padre chega a fazer reunião com bispos, que também não aceitam que Zé cumpra a promessa feita num terreiro de candomblé numa igreja cristã.
Depois que a estória de Zé do Burro sai nos jornais, a igreja passa a ficar fechada todos os dias e uma multidão começa a se aglomerar em frente a igreja.
Zé do burro tem a oportunidade de entrar na igreja, mas sem carregar a cruz, assim ele estaria se convertendo ao cristianismo. Até o prefeito da cidade vai falar com o padre que está inflexível.
Tentando enfrentar as autoridades e o padre, no desespero zé pega uma faca e tenta entrar a força na igreja, uma briga generalizada se forma e Zé acaba levando um tiro, morto o povo coloca Zé na cruz e o leva até a porta da igreja e forçam a passagem pelo padre e arrombando a porta da igreja. Zé cumpre a sua promessa de deixar a cruz na igreja de Santa Bárbara.
Em minha opinião este filme fala sobre a inocente fé do brasileiro ignorante que não sabe diferenciar um terreiro de candomblé de uma igreja, no sentido de fé, que está fazendo o melhor para a sua alma. Uma crítica a igreja que não aceita as diferenças de crenças, mesmo dizendo que se deve amar o próximo, uma estória universal que sensibilizou e conquistou até os jurados de Cannes, mostrando ainda a capoeira e toda uma cultura de aproveitadores e os instintos de ajuda dos que estão em iguais condições. Não é o melhor filme brasileiro, mas um dos melhores e certamente mereceu ganhar a Palma de Ouro.
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