ERASERHEAD

ERASERHEAD (Idem)
Dirigido por: David Lynch
Duração: 88 minutos

Eraserhead é o primeiro-longa metragem de DAVID LYNCH, uma verdadeira jóia do cinema mundial, com cenas surreais e totalmente bizarras.
Henry é um impressor e trabalha em uma indústria, mora sozinho em um pequeno apartamento no subúrbio, Henry começa a namorar Mary. Um dia depois de chegar em casa, sua vizinha gostosa lhe avisa que Mary ligou e que ele tem que ir conhecer os pais dela em um jantar, Henry não aceita a notícia muito bem, mesmo assim tem que assumir as responsabilidades e vai até a casa dos pais de Mary.
É quando Henry chega na casa de Mary que coisas bizarras começam a acontecer, ele senta-se no sofá e conhece apenas a mãe de Mary, eles não tem sobre o que conversar, ele apenas diz onde trabalhar e o assunto não segue, tem longas seqüências que mostram o desconforto de Henry de estar ali naquele momento.

O pai de Mary fala bastante sobre assuntos supérfluos. Ainda há a avó de Mary que é praticamente um vegetal. No jantar é servido frango que é totalmente do tamanho de uma mão, Henry tem as honras de cortar o frango e quando o corta espirra sangue em seu rosto.
Mary descobre que está grávida a família intimada Henry que terá de se casar, depois que a criança nasce, um estranho bebê que parece um monstro, eles vão morar no pequeno apartamento de Henry.
Henry tem delírios com uma estranha mulher que vive dentro do aquecedor, ela dança e canta e pisoteia espermatozóides e os seus queixos parecem testículos.
A vida de casado de Henry não é muito boa, o bebê sempre está chorando e Mary está com estresse pós-parto e resolve passar uns dias na casa dos pais e deixa Henry sozinho com o bebê porque faz dias que ela não consegue dormir direito.
Sozinho com o bebê Henry começa a ter novas alucinações e tem até um caso com a vizinha gostosa, Mary nunca mais volta da casa dos pais, o bebê sempre está chorando Henry não consegue fazer com que ele pare, depois de várias noites sem conseguir dormir, Henry começa a delirar e acaba matando o bebê.
Henry vai viver com a mulher do aquecedor.
A primeira experiência com longa metragem de David Lynch é um dos melhores filmes dele, ele trata a questão da paternidade muito bem, com os jovens pais não aceitando a responsabilidade de ter uma criança e juntando cenas surreais e diversos signos mostra uma estória com um final que pode acontecer com qualquer casal.
A fotografia do filme é maravilhosa, a dupla exposição de imagens, os personagens tristes e toda a aura sombria do filme, fazem deste um dos filmes mais sombrios de Lynch, um dos melhores filmes feito por ele, um filme imperdível para qualquer ser humano.
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