ENTRE O CÉU E O INFERNO

Entre o céu e o inferno (Black Snake Moan)
Dirigido por: Craig Brewer
Duração:115 minutos



Este foi um filme que peguei por acaso, quando estava comprando outros filmes, era só pra completar um pacote, o que me interessou foi à capa com Samuel L. Jackson e que falava sobre blues, depois de alguns dias eu o coloquei para assistir e realmente este filme me impressionou.
A história se inicia com Rae (Cristina Ricci) se despedindo do seu namorado (Justin Timberlake), ela fica realmente abalada com a ida dele para o exército, então logo depois liga para um “amigo” que é traficante e transa loucamente com ele, depois numa festa com as amigas começa a se envolver com outros rapazes e acaba indo embora com o melhor amigo do namorado, ele a espanca e solta no meio de uma rua.
Lazarus (Samuel L. Jackson) um pequeno agricultor, foi deixado pela esposa para ficar com o irmão dele, desiludido ele não toca mais sua guitarra e não tem mais foco na vida, mesmo com seu amigo que é um pastor lhe aconselhando, até que ele encontra Rae suja no meio da rua, e a leva para casa.
Em sua casa Lazarus não consegue acordar Rae, deixa ela no sofá e vai procurar saber quem é, quando descobre que a garota é uma ninfomaníaca que sai dando para o primeiro que aparecer, descobre um novo motivo para viver, que é salvar a menina deste eterno fogo.
Para que ela não fuja, ele amarra a uma enorme corrente de ferro em sua cintura, que está presa junto ao grande aquecedor dentro da casa, ela pode se locomover para todos os lados dentro e até fora da casa, mas não consegue sair para muito longe.
Quando ela acorda fica assustada e diz para Lazarus que quer ir embora ele diz que só quando ela estiver curada, é agora que começa a se desenvolver as mais brutais e até engraçadas cenas do filme, não é de violência carnal que falo e sim psicológica, Rae tenta fugir em vão e até a seduzir Lazarus que se mantêm o controle diante daquela sexy garota, ele então pega o seu violão e consegue que ela se acalme com seu blues, Samuel L. Jackson realmente toca o violão nas cenas do filme e não deixa nada a desejar.
O pequeno ajudante de Lazarus vai até sua casa e não o encontra lá, ele entra e é agarrado por Rae que “estupra” o garoto, Lazarus chega e acaba com tudo e dá um banho de água gelada em Rae para ver se consegue apagar o fogo da garota, ele chama seu amigo pastor, para tentar resolver o assunto, o pastor obviamente acha um absurdo manter uma garota acorrentada em sua casa para motivos de “exorcismo”, mas mesmo assim resolve conversar com Rae, que está com o fogo um pouco mais frio, eles jantam e conversam sobre a situação.
Rae já começa a aceitar a sua situação de estar numa “prisão”, faz as coisas de casa e conversa com Lazarus como se ele fosse o seu pai, é isto o que realmente ele representa no filme, um pai salvador da alma de Rae que tenta ajuda-la de um modo extremo, mas no fim será para todo o bem de Rae.
Numa noite Lazarus volta a tocar guitarra e numa noite de tempestade, com ele sentado na cama e Rae sentada num tapete no chão, ele começa a dar os primeiros acordes, junto com o som de trovões, ele canta magistralmente em um improviso que fica realmente belo, numa das melhores cenas do filme, Samuel L Jackson, canta e toca com tanta perfeição que parece que já sabia tocar blues há anos, sabendo que ele nunca tinha tocado violão antes de aceitar o papel neste filme.
Quando Rae começa a dar os primeiros acordes com o violão, ela já não está mais acorrentada, mas não sai da casa também, Lazarus se interessa em ensiná-la, mas como ela não tem muito jeito com aquilo, ele toca e ela canta, e Cristina Ricci, até que canta direitinho, é neste momento que o namorado dela volta e encontra os dois naquela situação, ele bate em Lazarus e até aponta um revolver para ele.
O desfecho é o mais esperado pelos espectadores que desejam que Rae se cure e encontre apenas uma pessoa para apagar o seu fogo e que Lazarus encontre alguém para viver ao seu lado.
Este filme impressiona tanto pela força da história, que tem religiosidade, o blues que espanca os demônios internos e ainda a aparição de vídeos antigos de uma lenda do blues, no Brasil não passou no cinema por suas fortes cenas, foi direto lançado em DVD, este filme certamente não passará por sua vida em vão, pois ele tem vários momentos distintos de beleza artística, imperdível.
Continuando com a prévia do próximo filme a estar neste blog, ele se chama originalmente “Funny Games” e foi rebatizado no Brasil como “Violência Gratuita” e terá um remake hollywoodiano com Naomi Watts em breve, até a próxima.
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